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O SUPER BOWL, O MARKETING E A NOVA GERAÇÃO DE CONSUMIDORES

 

O Super Bowl sempre começa com um mistério. Existe uma grande expectativa sobre o desenrolar dos resultados dos jogos, mas principalmente das ações de marketing.

O evento deste ano atingiu 99 milhões de espectadores na NBC, razão pela qual os anunciantes pagaram até US$ 7 milhões por um comercial de 30 segundos. Hoje é um dos últimos lugares tradicionais onde uma marca pode alcançar milhões de pessoas, porém, estas mesmas pessoas vêm se tornando cada vez mais desinteressadas no formato da TV Americana, algo que pode se refletir também na mídia Brasileira.

Mesmo com o streaming, a audiência de esportes tradicionais caiu drasticamente em relação a uma década atrás. Claro, milhões de olhos ainda significam milhões em receita publicitária, mas considere a tendência antes de começar a comprar TV como um investimento de longo prazo.

O espectador médio da NFL tem 50 anos. Por outro lado, o grupo demográfico mais cobiçado pelos anunciantes é normalmente de 18 a 34 anos. Para ser justo, o Super Bowl é um espetáculo cultural que atrai um público amplo, mas seu apelo de longo prazo está  visivelmente perdendo fãs para campeonatos como UFC, jogos para celular, eSports, a Fortnite World Cup ou os mais recentes desafios do TikTok.

A característica definidora dos fãs mais jovens é a diminuição da atenção e o desejo de se mostrar socialmente atualizado. Isso pode significar postar sobre o jogo apenas em momentos que chamaram atenção, se o resultado for inusitado, ou apenas publicar sua opinião depois de apenas assistir os destaques ao término do jogo.

Em outras palavras, se é chato, é só passar para a próxima coisa, e a próxima. Isso vale tanto para as marcas quanto para os eventos esportivos. Quando se trata da Geração Z, se você não faz parte do meu agora, pode não estar por perto amanhã.

Considerando ainda um universo de noventa milhões de pessoas, uma oportunidade normalmente perdida é o comportamento de segunda tela.

Antes que sua marca entre de cabeça no metaverso, talvez você deva explorar a gamificação da TV. Encontre a interseção de esportes ao vivo, aplicativos de apostas e jogos para celular. À medida que seu público se torna mais jovem, a sobreposição de comportamentos e utilização de telas diferentes ao mesmo é muito comum.

A maioria dos comerciais deste ano foram divertidos e muito bem produzidos, mas de quantos vamos lembrar daqui a uma semana? Em um mundo de recompensas instantâneas, onde o tédio é banido com o toque de um polegar, não podemos ser apenas bons profissionais de marketing, temos que ser melhores artistas, esse é o grande jogo.



Por Beto Harger 

Mega Comunicação Estratégica